sábado, 20 de agosto de 2011

Apoio e Solidariedade.


Agradecemos o apoio dos movimentos; Coletivo Estudantil de Geografia Território Livre (CTL) e Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), pelo apoio demonstrado em nota, a qual resolvemos publicar aqui nesta página, pois esta nota deixou de ser resposta e passou a ser mais um grito de insatisfação com os atuais rumos que toma a educação.











Nota em solidariedade aos estudantes de Geografia da UPIS

Nós, Coletivo Estudantil Território Livre (CTL/RECC), de Geografia da Universidade de Brasília, nos solidarizamos com as manifestações dos/ das estudantes de Geografia da UPIS através de cartas de repúdio que denunciam as atitudes antidemocráticas da Universidade, como a perseguição a estudantes e uma reforma curricular. Tal reforma curricular foi elaborada e aprovada sem a participação estudantil, diminui a quantidade de horas/aula e compartimenta matérias, o que a faz ser antidemocrática e precarizadora em favor do lucro.

As/os estudantes das universidades públicas também sofrem constantes reformas e cortes, como foi e é o Reuni nos governos Lula e Dillma/PT e um corte na educação de 3,1 Bilhões no governo Dilma/PT. Além disso, nesse ano, no mês de Abril ocorreu uma tragédia anunciada, por descaso da reitoria da UnB uma chuva alagou o ICC norte e destruiu grande parte do Departamento de Geografia e o Centro Acadêmico de Geografia (CAGEA). Os/as estudantes se manifestaram por meio de atos que agremiaram pautas de diversos cursos precarizados. Ainda, vencendo as barreiras do legalismo, um novo Centro Acadêmico de Geografia foi ocupado na UnB, evidenciando a importância da ação direta.
A atual conjuntura nacional evidencia o engessamento do Movimento Estudantil (ME) e sua incapacidade de dar respostas aos ataques neoliberais na educação. Isso se deve a três razões: (1) as entidades de “maior representação” estudantil (UNE/ UBES) estão vendidas ao governo; (2) aos métodos de luta legalista/ parlamentarista que não levam a vitória e; (3) por sua fragmentação. Logo, faz-se necessário romper com o governismo, o legalismo e a fragmentação. É fundamental que nós (estudantes de Geografia) reorganizemos o ME de Geografia do Centro- Oeste para que possamos conquistar nossas pautas.

Por tudo isso, nós do Coletivo Território Livre/RECC demonstramos nosso apoio, não apenas como apoiadores externos, mas nos entendendo como parte desta luta por uma educação de qualidade, entendendo que é necessário não apenas esta nota de apoio, mas que possamos construir canais de diálogo e organização conjunta que nos permitam uma verdadeira e ativa aliança dos/as estudantes de Geografia do DF.


Todo apoio à luta dos estudantes da UPIS!
Reorganizar o Movimento Estudantil de Geografia!
Abaixo as reformas neoliberais do governo Dilma e o novo PNE!



Coletivo Estudantil de Geografia Território Livre (CTL)
Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC)


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sábado, 6 de agosto de 2011

Geotecnologia e Renovação nas Técnicas de Ensino



Num cenário onde o mercado é o mundo, o segmento de Geoinformação está aquecido e apresenta perspectivas de crescimento no futuro. Grandes investimentos como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a descoberta das reservas petrolíferas do Pré-sal, a realização da Copa do Mundo e Olimpíadas tornam o Brasil um “paraíso” para investidores, na medida em que essas obras demandam coleta, integração, análise ou compartilhamento de informações geoespaciais.
O fato do mercado de geoinformação relacionar-se diretamente com os serviços de utilidade pública, telecomunicações, energia e infraestrutura; ou seja, os elementos fundamentais para o crescimento do país, destacam a gravidade e importância, da falta de regulamentação e de políticas públicas do setor, permitindo a entrada de empresas e profissionais estrangeiros no mercado, promovendo a concorrência desleal e comprometendo o crescimento das empresas nacionais.  
Além da infraestrutura, através da engenharia e consequentemente da Avaliação de Impacto Ambiental, o uso da inteligência geográfica também pode ser utilizada em outras questões como segurança pública, agronegócio e uso dos recursos naturais, através do desenvolvimento de aplicações GIS, de equipamentos para geodésia e topografia.
As ferramentas de Sistema de Informações Geográficas (SIG) podem atuar ainda na implantação de um Sistema Nacional de Prevenção e Alerta, contribuindo com a previsão e alerta de desastres naturais, no debate desenvolvimento X planeta e na elaboração de soluções para os problemas, através da recuperação de mapas, do mapeamento geológico das regiões e da reestruturação da defesa civil nos estados e cidades, visando amenizar esses impactos e as perdas humanas e financeiras.
A construção de uma política pública para o setor perpassa pela criação do Sistema de Informação Geográfica (SIG) brasileiro por meio da instituição da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) que disponibiliza e compartilha dados e informações geoespaciais por meio de uma rede subordinada ao Ministério do Planejamento; de mecanismos para intercâmbio de dados espaciais e plataformas tecnológicas distintas; padrão nacional de metodologia cartográfica; ferramenta de GIS de baixo custo; universalização das ferramentas geocientíficas, etc.
Especialistas da área como Fátima Alves Tostes,Valther Aguiar e Emerson Granemann, diretor do grupo MundoGeo apontam a educação como um dos desafios para o crescimento sustentável do setor. Para eles somente através de investimentos em educação, para atualização profissional e renovação de métodos, técnicas e instrumentos será possível a fixação desse mercado no país.  Diante de tal conjuntura, como assegurar que o ensino geográfico das instituições de ensino superior brasileiras possam contribuir para o crescimento e estabelecimento desse mercado, de forma a tornar a cultura e a política da informação do território uma prioridade?
Os estudantes de Licenciatura em Geografia deparam-se com um ensino de pouca qualidade, superficialidade nas abordagens disciplinares, defasagem de conteúdos, falta de investimentos para financiamentos de pesquisas, ausência de laboratórios para práticas curriculares e uma infinidade de questões que apenas desmerecem e desqualificam o curso, demonstrando o descaso e o descompromisso com a educação por parte das instituições de ensino superior em total discordância com o panorama atual brasileiro.
Segundo Pimenta (1999), a finalidade da educação escolar na sociedade tecnológica multimídia e globalizada, é possibilitar que os alunos trabalhem os conhecimentos científicos e tecnológicos, desenvolvendo habilidades para operá-los, revê-los e reconstituí-los com sabedoria o que implica analisá-los, confrontá-los, e contextualizá-los.
No entanto, o que se verifica, sobretudo, nas faculdades privadas, sempre vistas como empresas, contribuem não só para o esfacelamento do ensino, ao formar profissionais incapazes de operar ferramentas geoinformacionais, elaborar sistemas e manusear dados, como também para a invasão de técnicos estrangeiros no mercado nacional, coibindo dessa forma o crescimento das empresas brasileiras, a ampliação do mercado de trabalho e consequentemente o desenvolvimento do país, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego os profissionais estrangeiros  vêm para ocupar vagas nos setores ligados à engenharia, infraestrutura e tecnologia, como construção civil,  portos, petróleo e gás e tecnologia da informação.
Se as novas tecnologias são uma ferramenta para o aprendizado que proporcionam a formação necessária à sociedade e o mercado de trabalho exige, torna-se um contra senso o comportamento dos “pseudos capitalistas” proprietários de instituições privadas, que na contramão do desenvolvimento globalizado sucateiam a educação em nome dos baixos custos.
Educação e tecnologia devem caminhar juntas, de maneira que os estudantes venham a se inserir no mundo globalizado construindo sua cidadania, desenvolvendo habilidades que contribuam para o conhecimento reflexivo.

Maristela de Jesus.
Geógrafa.


Referências:
PIMENTA, S. G. (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortes, 1999.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nota de Repúdio aos Últimos Desmandos da Faculdade Upis

Diante das mudanças arbitrárias, tomadas na calada da noite, por parte da faculdade, mais estranhamente pelo chefe de Departamento de Geografia, o Movimento Geografia Crítica, por meio desta carta aberta vem denunciar os abusos cometidos contra a Educação na Faculdade Upis e manifestar seu repúdio aos atos tomados de forma unilateral em desconformidade ao acordo firmado com os alunos.
Não foi a primeira vez que essa faculdade onerou seus alunos. Sua contribuição para o sucateamento da educação e do curso de geografia é histórica. Ao longo dos anos a Upis vem demonstrando total descaso com o curso de Geografia, através da falta de investimento em sua infraestrutura, da defasagem das disciplinas e conteúdos, da falta de rigor na contratação de docentes, da ausência de um projeto pedagógico que contribua com a preparação e qualificação de futuros professores, etc.
Os estudantes mobilizados vem a público denunciar mudanças na grade curricular do curso, troca de professores, junção de disciplinas, redução de carga horária, com um único objetivo de reduzir os gastos por parte da faculdade. Tais mudanças analisadas mais profundamente comprometem a qualidade do ensino e consequentemente a qualidade dos futuros professores formados pela instituição, demonstrando total desinteresse pela Upis no desenvolvimento do país.
Tal postura cria um espaço de debate improdutivo e antidemocrático, desmascarando a proposta feita aos alunos em reunião com a diretoria desta instituição em junho passado, que usando de oportunismo político para evitar o alastramento da manifestação por todo o campus, acenou positivamente a pauta de reivindicações apresentada.   
A nova grade justapôs: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica a Didática Geral, que antes tinham cada uma, carga horária de 75 h, passando a ter apenas 120 h, ou seja, foi reduzida em 30 h, sendo que apenas 60 h serão em sala com o professor, o restante é a distância; Países do Sul e Países do Norte, ambas com carga horária de 45 h cada passou a ser Regionalização do Espaço Mundial com apenas 45 h; Foi criada uma nova disciplina, Ensino da Geografia(90 h), que ainda não sabemos à que veio, visto que Teoria e Método do Ensino de Geografia continua no currículo; Informática saiu e entrou Atividades Complementares, com 75 h práticas, as quais são de responsabilidade única e exclusiva dos alunos, ou seja, para ser contemplada faz-se necessário participação em seminários e afins; Geografia Física do Brasil teve um aumento de carga horária de 45 para 75 h, tendo sido mantido no cargo a professora, que passa a ser responsável pela orientação do TCC”s da área de Geografia Física, em dissonância com os acontecimentos passados, entre a professora e vários alunos.
A questão aqui não é matemática, não estamos preocupados com a carga horária das disciplinas, e sim com as disciplinas propriamente ditas. A restrição da fala dos docentes e discentes no debate e elaboração de plano que promova a melhoria do curso é a questão, trocar 6 por meia dúzia não resolve  nosso problema, promove apenas um ambiente de total repressão. O que ficou comprovado foi a falta de capacidade de gerir o curso e mudar seu rumo.
Por essa e outras razões o Movimento Geografia Crítica reafirma sua posição contrária ao departamento de geografia e a diretoria desta instituição, que de forma autoritária compromete e inviabiliza o ensino.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que é Democracia pra você?

Em tempos globais, muito se houve falar em Direitos Humanos, em Cidadania, em Estado Democrático e tantos outros termos, que direcionam a sociedade para um caminho possível de sonhar com a dignidade. No Dia 25 de outubro por exemplo, comemora-se o Dia da Democracia. Mas afinal, o que é Democracia pra você?

A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo= povo e kracia = governo). Este sistema de governo foi desenvolvido em Atenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga).


Partenon, Simbolo da Grécia Antiga - Atenas, Berço da democracia

Embora tenha sido o berço da democracia, nem todos podiam participar dessa tal democracia. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças não participavam das decisões políticas da cidade. Portanto, esta forma antiga de democracia era bem limitada.

Apesar do sistema ter recebido o apoio teórico e doutrinário de pensadores do nível de Aristóteles, com freqüência ocorriam situações em que a normalidade democrática era interrompida por meio de mecanismos que também se repetiram freqüentemente ao longo da história. Quando havia algum conflito com uma região ou cidade vizinha, eram atribuídos a alguns generais poderes absolutos enquanto durasse a guerra.

Às vezes, ao encerrar-se a guerra, aproveitando o prestígio popular conquistado, os generais apossavam-se do poder como ditadores. Uma situação desse tipo acabou com a "democracia de notáveis" dos primeiros tempos de Roma. O sistema democrático vigorou muito menos tempo em Roma do que na Grécia e, mesmo durante o período republicano, o poder permaneceu habitualmente nas mãos da classe aristocrática.

Só no século XVII começaram a ser elaboradas as primeiras formulações teóricas sobre a democracia moderna. O filósofo britânico John Locke foi o primeiro a afirmar que o poder dos governos nasce de um acordo livre e recíproco e a preconizar a separação entre o poder legislativo e judiciário. Em meados do século XVIII foi publicada uma obra capital para a teoria política moderna: De l'esprit des lois (1748; Do espírito das leis), de Montesquieu. O filósofo e moralista francês distinguia nesse livro três tipos diferentes de governo: despotismo, república e monarquia - fundamentadas no temor, na virtude e na honra, respectivamente - e propunha a monarquia constitucional como opção mais prudente e sábia. A liberdade política seria garantida pela separação e independência dos três poderes fundamentais do estado: legislativo, executivo e judiciário. Assim, Montesquieu formulou os princípios que viriam a ser o fundamento da democracia moderna.

Atualmente a democracia é “exercida”, na maioria dos países, de forma mais participativa. É uma forma de governo do povo e para o povo ; Mas será que isso realmente acontece?

Existem várias formas de democracia na atualidade, porém as mais comuns são a direta e a indireta.

Na democracia direta, o povo, através de plebiscito, referendo ou outras formas de consultas populares, pode decidir diretamente sobre assuntos políticos ou administrativos de sua cidade, estado ou país. Não existem intermediários (deputados, senadores, vereadores).

Na democracia indireta, o povo também participa, porém através do voto, elegendo seus representantes (deputados, senadores, vereadores) que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram, ou pelo menos em tese deveriam tomar. Esta forma também é conhecida como democracia representativa. Normalmente, esse sistema é regulado por uma lei fundamental ou constituição. Os cidadãos elegem representantes, cuja participação nas diversas instituições governamentais garante a defesa de seus interesses.

De maneira geral, esses representantes fazem parte de vários partidos políticos, que se identificam com os interesses de uma classe ou grupo social e sustentam diferentes opiniões a respeito de como se deve - ou pelo menos deveria - solucionar os problemas da comunidade.

O Brasil segue o sistema de democracia representativa. Existe a obrigatoriedade do voto, diferente do que ocorre em países como os Estados Unidos, onde o voto é facultativo (vota quem quer). Porém, no Brasil, o voto é obrigatório para os cidadãos que estão na faixa etária entre 18 e 65 anos. Com 16 ou 17 anos, o jovem já pode votar, porém nesta faixa etária o voto é facultativo, assim como para os idosos que possuem mais de 65 anos.

No Brasil, é o povo quem escolhe os integrantes do poder legislativo (aqueles que fazem as leis e votam nelas – deputados, senadores e vereadores) e do executivo (administram e governam – prefeitos, governadores e presidente da república) .
Historicamente, os Estados Unidos da América foram a primeira nação a criar um sistema democrático moderno, consolidado em decorrência de sua vitória na guerra de independência contra a monarquia britânica. No caso dos novos países da América, em geral caminharam juntas as idéias de democracia e independência. Os "libertadores" buscaram pôr fim não só ao domínio exercido pelas potências colonizadoras, como também aos poderes absolutos que os soberanos dessas potências personificavam.
Atualmente, embora estejam disseminadas no mundo contemporâneo e seja difícil encontrar argumentos doutrinários contrários a elas que mereçam consenso, em muitas áreas do mundo as idéias democráticas não são postas em prática pelos sistemas políticos.


Índice de democracia no mundo

Nos países em que houve tomada do poder por organizações fundamentalistas implantaram-se sistemas de dominação política e militar que, embora se proclamem democráticas, impedem o livre exercício dos direitos e das liberdades fundamentais. Nesses sistemas políticos, afirma-se que a organização democrática parlamentar não constitui uma tradução adequada das idéias democráticas, já que só serviriam para legitimar o exercício do poder por influentes grupos de pressão, sobretudo de tipo econômico. Para os sistemas que foram dominantes nesses países, a organização democrática parlamentar seria uma democracia formal, sem conteúdo, oposta à democracia real, que eles representariam.

A essência da democracia como sistema político reside na separação e independência dos poderes fundamentais do estado - legislativo, executivo e judiciário - bem como em seu exercício, em nome do povo, por meio das instituições que dele emanam.
Não se pode dizer, portanto, que o simples direito de votar é o exercício pleno da democracia, um ato de extrema cidadania, como a mídia procura transmitir, principalmente em épocas de eleições. A democracia é mais que escolher, é fazer valer a escolha, é fazer acontecer os anseios para um bem comum e não para 590 cidadãos ditos elegíveis que durante quatro anos usufruem de regalias à custa de recursos públicos.


Não existe no campo da reflexão acadêmica sobre os direitos humanos principalmente, uma sistematização em relação à democracia como direito fundamental. Muitas análises enfrentam a questão das práticas sociopolíticas democráticas e, mais do que isso, da existência de uma cultura democrática como requisito para a efetivação dos direitos humanos. Alguns escritores trataram o tema mais no campo institucional, ou seja, a democracia como uma forma de governo, um regime onde estão definidas as regras do jogo institucional democrático e as condições básicas para a garantia institucional dos direitos fundamentais.

É necessário perceber o caráter radical e revolucionário da democracia no sentido da ampliação das liberdades e do potencial que se abre para as forças sociais expressarem e ocuparem o espaço público com autonomia, independência e formas próprias de participação e organização, com um objetivo transformador. Portanto, o projeto de autonomia individual e coletiva está na base de uma sociedade democrática. E os direitos humanos, mesmo quando individuais, têm uma natureza social e política, pois supõem uma dinâmica própria no campo das relações sociais. Assim, os direitos humanos são substanciais a uma sociedade democrática. E é em nome de tais direitos que se possibilita o debate público e democrático, a contestação, a dita democracia, a luta e o conflito democrático, constituindo o espaço público, de “fala” e ação, possibilitando o exercício, individual e coletivo, da cidadania.

Enquanto, para a tradição liberal, a ênfase é na cidadania passiva, que vem do poder do Estado, expressando-se nos direitos reconhecidos, para a tradição marxista tradicionalmente a ênfase se dá no processo de lutas sociais e da conquista de direitos para a existência de uma cidadania ativa, é possível ampliar seu entendimento, incorporando a dimensão simbólica da democracia como expressão transformadora radical e subversiva.

O que se entende é que a democracia é uma forma de relação social onde todos podem participar do produto do conflito social. Dessa forma, o projeto de uma democracia radical é fundamentalmente revolucionário e uma idéia altamente subversiva para qualquer tipo de poder. O reconhecimento da democracia no campo dos direitos fundamentais, ou como condição básica para a garantia dos demais direitos humanos, nos coloca perante um debate sobre a questão da relação entre os Direitos Humanos, a Cidadania e o Estado Democrático.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Upis - Descaso com a Educação

MANIFESTO DE GEOGRAFIA

Em virtude dos descasos por parte desta instituição para com o curso de estudos sociais, os alunos de geografia organizados manifestam repudio ao descompromisso com a qualidade de nossa formação. No ultimo semestre o aumento nas mensalidades foi apenas uma das decisões tomada por parte da UPIS que afetaram diretamente os alunos, sendo que não foi a primeira e nem a ultima tomada de decisão arbitrária.

Uma universidade que oferece um determinado curso deveria ter o compromisso de manter as condições necessárias para que ele não perca a qualidade. Mesmo constando em seu Programa de Políticas de Qualidade objetivos como: “Assegurar a qualidade no processo ensino-aprendizagem”, não é isso que a UPIS vem demonstrando com o Departamento de Geografia. Além da burocratização que dificulta a participação dos alunos na construção do conhecimento geográfico a UPIS vem cortando gastos e de forma drástica comprometendo a qualidade dos futuros professores que estarão à frente de uma turma.

Nos últimos anos o rigor acadêmico dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) vem caindo, o que demonstra total descompromisso da UPIS com a qualidade da formação. A biblioteca opera no limite e sem variedade suficiente de títulos que nos auxiliem. À avaliação dos TCC´s contava com 2 professores para avaliação, ambos, na área de humanas (e agora só contará com 1), a avaliação destes trabalhos estará defasada e perderá qualidades para ser apresentado em uma banca de Mestrado.

A UPIS demonstra total descaso com o Departamento de Geografia, toma decisões aleatórias, como a mudança repentina de chefia do departamento, sem nenhuma explicação ou comunicação prévia, como se a opinião dos alunos não valesse nada e não tivesse nada a acrescentar. Está estampado que o departamento não tem nenhuma autonomia, a decisão é sempre o que a direção da Universidade e seus pelegos acham. A direção da UPIS que por sua vez demonstra-se incompetente, possui um modelo administrativo ultrapassado que ainda acham que a união da família nos negócios é prospero, levando as relações econômicas ao favorecimento sem nenhum rigor de competência, ultrapassados, são todos pseudos Capitalistas. E ainda usam de meios enganosos para atrair alunos, quando anuncia em seus folders propagandas de moderno laboratório de Geoprocessamento, que não passa de uma sala com computadores ultrapassados sem software específicos e uma plotter quebrada que só serve mesmo para enganar o MEC, na hora da avaliação de estrutura. Os alunos serão os mais prejudicados, pois pagaram por uma matéria que se resumirá em Slides, e provavelmente terão de desembolsar de 2 a 3 mil reais para poder fazer um curso fora e trabalhar na área, sendo que vamos pagar em dinheiro a matéria durante o semestre.

A saídas de campo de algumas matérias que faziam parte da grade e plano de aula foram indeferidas pela direção, sem nenhuma explicação. Isso compromete diretamente a formação em algumas matérias.

Em se tratando de tecnologia os computadores da UPIS são uma vergonha, ultrapassados, lentos e quase que não são compatíveis com nenhum arquivo, pois quem já não teve problemas na hora de apresentar um trabalho, isso é um total desrespeito aos alunos.

A Universidade não consta com um DCE e ludibria a todos com o NAE, que apenas representa os interesses da universidade perante os alunos e não representa nenhum aluno perante a universidade, sem uma organização dos alunos pelos próprios ficam todos a mercê de decisões sem nenhum fundamento e a bel vontade da UPIS.

O nosso corpo Docente é formado por alguns professores ultrapassados e arcaicos, superados, que em vez de explicar, aborrecem e estressam os alunos se pautando em teorias abstratas, deixando de lado á analise do material, do histórico, das realidades que vivemos e as possibilidade de transformação do espaço, que terminam a matéria confusos e sem referencias. E nos encorajam ao máximo com a celebre frase, com o aprendizado que sempre tentaram nos passar: “o mundo é assim mesmo e não tem mais jeito”.
E então, seguimos na universidade assim, a UPIS finge que ensina, e nós fingimos que aprendemos?




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